Laboratorio da Escrita

Conversas sobre literatura, regras e jogos

por que estas – e não outras – palavras servem-se de mim
sou banquete de mensagens estranhas
alheias à minha alma
o que estou escrevendo agora
nada tem em comum
com meus atos

(após o almoço, ainda de camisola, acabei de mandar as crianças para a escola)

mas os dedos obedecem a uma ordem
que de dentro para fora expele impulsos nervosos sobre o teclado
letras, espaços, deletes

releituras rápidas da última frase
pensamento avante no tempo e espaço
um ou outro retoque estilístico
para... qual finalidade?

um poema para ser atirado num blog qualquer
onde (será?) algum estranho lerá sem entender
quem era, o que era, desejos?

eu não sei quem você é, caro leitor
ao menos se soubesse quem eu sou
se a figura de camisola verde-pistache
ou a fúria do dragão

Compartilhar 

Adicione um comentário

Você precisa ser um membro de Laboratorio da Escrita para adicionar comentários!

Entrar nesta rede social

Marcos Aparercido Figulani Comentário de Marcos Aparercido Figulani em 31 março 2008 às 1:33
Talvez não sejamos, mas sim estejamos, ou melhor, não sejamos alguém, mas sim algo, feitos ou formatados por mãos cansadas, ou, não muito exatas, que, em um gesto talvez indiferente nos traga a morte e pará uma ninhada de certezas.

Badge

Carregando...

© 2009   Criado por marcos ferraz no Ning.   Crie Sua Rede Social

Badges  |  Relatar um incidente  |  Privacidade  |  Termos de serviço